Variações Goldberg
Publicadas em 1741, as Variações Goldberg, de Bach, são a maior composição para teclado do século XVIII e o conjunto mais emblemático para o instrumento, ao lado das abrangentes Variações Diabelli, de Beethoven. O ponto de partida é a espaçosa “Aria”, cujos contornos harmônicos robustos são o verdadeiro motor do que vem a seguir. Bach constrói um edifício com uma arquitetura surpreendentemente engenhosa sobre uma fundação de 32 compassos. As 30 variações são divididas em dez grupos de três: a primeira tem aspectos de dança; a segunda geralmente envolve jogos de mão cruzada; e a terceira é um cânone. Em toda a obra, Bach alude a diversos gêneros e inventa uma nova subdivisão, com uma “Ouverture” no estilo francês que aparece no meio. As variações “28” e “29” aumentam a temperatura virtuosa, enquanto a última variação dilui a grandiosidade da obra com humor – em vez do cânone esperado, Bach insere um “Quodlibet”, combinação de canções folclóricas usada também em obras de outros parentes dele.
