Sonata para piano n.º 14 em dó sustenido menor

Op. 27/2 · “Sonata ao luar”

Uma das obras mais queridas de Beethoven, a Sonata ao Luar (Moonlight Sonata) foi composta em 1801, mesmo ano de outra sonata para piano, a Nº 13. As duas obras são chamadas de Sonata quasi una fantasia, com elementos de sonata e fantasia. A obra passou a ser chamada de Sonata ao Luar em 1832, cinco anos após a morte do Beethoven, quando o crítico alemão Ludwig Rellstab disse que o primeiro movimento evocava o luar no lago Lucerna. Era bastante raro um compositor fazer uma peça em dó sustenido menor, como esta sonata – Haydn o fez apenas uma vez, Mozart nunca e Beethoven somente mais uma vez, no Quarteto de Cordas Op. 131. O movimento de abertura avança como um improviso que disfarça a lógica formal controlada, com uma linha melódica retumbante que sugere uma marcha fúnebre. Liszt chamou o curto movimento central, um melancólico intermezzo, de “uma flor entre dois abismos”. O tempestuoso movimento final, “Presto agitato”, é formado por arpejos contínuos e explosões violentas, de modo que amplia o alcance dos instrumentos e reinterpreta o suave motivo do primeiro movimento, agora com um vigor maníaco.

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