Na música do guitarrista Martyn Heyne a beleza das texturas e a atmosfera intimista são tão marcantes quanto suas harmonias hipnóticas e ritmos pulsantes. “Carry”, a faixa de abertura, prende o ouvinte numa maré suavemente oscilante, em que a música subitamente muda de cor, crescendo e desaparecendo. Já o tom indistinto de “Luxury” cria um colchão sonoro reconfortante, enquanto “2400” sobrepõe os sons mecânicos de um velho piano com rajadas de música ambiente. E em “Afar”, o solo de guitarra intimista prova que Heyne é um comunicador talentoso. Este é um álbum envolvente de uma variedade intrigante.