Com “Des Abends” de Schumann, o pianista Dénes Várjon inicia sua ode à noite, com música da Alemanha, França e Hungria. A Phantasiestücke de Schumann se refere a mais do que a escuridão literal. Impedido de ver sua noiva, o alemão expressa seu tormento com beleza poética. A marcante Gaspard de la nuit, de Ravel, uma das obras mais difíceis já escritas para piano, descreve imagens fantásticas de criaturas estranhas e profundezas sombrias. E no cerne de Im Freien, de Bartók, está “Klänge der Nacht” com sons de cigarras, pássaros e sapos. Várjon é um guia noturno fascinante.