Ao perceber que uma carreira de pianista se tornara um sonho distante após uma lesão na mão, o jovem Schumann procurou consolo no violoncelo. O compositor alemão apreciava a sonoridade do instrumento e colocou sua alma no concerto de 1850. Neste álbum, Sol Gabetta e a Kammerorchester Basel conferem um toque mais leve que o usual e permitem que o violoncelo tenha maior liberdade de expressão. O uso comedido do vibrato por Gabetta, principalmente no movimento lento, concede inocência e vulnerabilidade. E as obras de câmara, com o acompanhamento de Bertrand Chamayou, apresentam Schumann com toda sua complexidade emocional.