O premiado pianista alemão Fabian Müller apresenta um programa astuto em Passionato, álbum em que ele explora os sentimentos provocados pela pandemia do coronavírus. Unindo a Sonata No. 2 de Schumann com a Appassionata de Beethoven – com a perspectiva de um Brahms outonal e da escuridão áspera de Wolfgang Rihm –, Müller pinta o retrato de um período estranho que questiona e desafia, mas que também dá esperança. O mundo pode ter ficado em silêncio nesse tempo, ele parece dizer, mas a música tem um poder grande demais para ser suprimido.