Só com violoncelo e efeitos eletrônicos, a norte-americana Maya Beiser explora o poder expressivo do compositor minimalista Philip Glass. Ela começa com obras originalmente compostas para piano, e “Etude Nº 2” e “Etude Nº 5” surgem como esculturas sônicas assombrosas, enquanto a virtuosística e agitada “Mad Rush” ganha vida com efeitos vigorosos de arpejo. Mas é em trechos da trilha sonora de Naqoyqatsi (2002) que Beiser usa seus recursos digitais com maior sutileza, criando paisagens sonoras intimistas e misteriosas sob um solo de violoncelo lamentoso. Uma jornada fascinante e cheia de climas.