- ESCOLHA DO EDITOR
- Destacada figura na corte de Luis XIV, ele criou a ópera francesa, fascinando ainda hoje.
Jean-Baptiste Lully
- Ensemble Il Caravaggio, Apolline Raï-Westphal, Laura Jarrell, Camille Delaforge, Mathias Vidal, Louise Bourgeat-Roulleau, Catherine Trottmann, Chœur de l'Opéra Royal
- Camille Poul, Guilhem Worms, Chœur de l'Opéra Royal, Cécile Achille, Claire Lefilliâtre, Cyril Auvity, Léo Vermot-Desroches, Geoffroy Buffière, Juliette Mey, Les Epopées, Véronique Gens, Nathan Berg, Stéphane Fuget
Biografia
Não deixa de ser curioso que o compositor que mais incorporou o barroco francês na sua obra tenha sido um italiano. Jean-Baptiste Lully nasceu Giovanni Battista Lulli em 1632, em Florença, se mudou para Paris aos 14 anos e se mostrou um hábil carreirista como dançarino e violinista. Protegido do rei Luís XIV, ele ascendeu socialmente e se tornou um dos “secretaires” do monarca, cargo normalmente reservado à nobreza. Lully, ao lado do amigo e dramaturgo Molière, foi pioneiro no gênero comédia-balé, uma combinação exótica de palavra falada, dança e música. O compositor também produziu ópera com entusiasmo, abrindo caminho para Rameau e Gluck. Em obras como Alceste (1674), Atys (1675) e Psyché (1678), Lully criou personagens mitológicos com uma humanidade comovente e adaptou o modelo italiano para o público francês, recriando a orquestra e eliminando a fronteira entre ária e recitativo. Da sua produção sacra, composta para a capela real, destacam-se os Grands Motets, de coro duplo, e uma poderosa adaptação do Miserere.