
- ESCOLHA DO EDITOR
- 2009 · 4 faixas · 1 h 7 min
Sinfonia n.º 4 em mi bemol maior
WAB 104 · “Romântica”
Bruckner chamou sua Sinfonia Nº 4 de “Romântica”. Embora todas as suas sinfonias sejam produtos da era romântica do século XIX, a Quarta tem um poder especial de evocar cenas – especialmente as paisagens das generosas florestas e dos grandes rios do norte da sua nativa Áustria. A abertura, com um grande solo de trompa se impondo sobre as cordas, é um dos mais mágicos do repertório sinfônico. O segundo movimento lembra uma procissão lenta e onírica através de matas misteriosas e assombradas pelo canto dos pássaros. O “Scherzo” é uma emocionante música de caça com um “Trio” mais acolhedor e campestre. Mas há um elemento na música de Bruckner que tem bem menos a ver com o espírito dos seus tempos: um profundo misticismo, quase medieval, com uma sensibilidade para proporções intrincadas – como a dos arquitetos de catedrais da era antiga. Mas tal sensibilidade para a arquitetura “espiritual” não veio sem um certo esforço. Como sempre, Bruckner fez diversas revisões consideráveis da Quarta Sinfonia antes de encerrá-la em 1880 (a versão geralmente executada hoje em dia) e muitos acreditam que ele não acertou o longo movimento final. Ainda assim, seu emocionante crescendo é a mais magnífica demonstração de construção constante de clímax que Bruckner já concebeu.