- ESCOLHA DO EDITOR
- 1993 · 1 faixa · 4 min
L'Oiseau de feu
Quando estreou, em 1910, o balé L’Oiseau de feu (O Pássaro de Fogo) e sua produção brilhante encantaram o público parisiense e abriram as portas para Stravinsky escrever outros balés: Petrushka, de 1911, e Le Sacre du Printemps (A Sagração da Primavera), de 1913, que também fascinam ouvintes até hoje. Em L’Oiseau de feu, o príncipe Ivan captura o Pássaro de Fogo, que, ao ganhar a liberdade, dá uma de suas penas para Ivan como um talismã. Em um pomar de maçãs douradas, ele encontra 13 princesas e se apaixona por uma delas. Elas o levam para o castelo do malévolo mago Kashchey, que aprisiona Ivan. O príncipe, então, convoca o Pássaro de Fogo, que enfeitiça Kashchey e sua corte em uma dança delirante (“Danse infernale”) e canta para eles dormirem (“Berceuse”). Ele então revela um caixão contendo um ovo que guarda a alma de Kashchey – Ivan quebra o ovo e mata o mago. Stravinsky encerra o balé com um toque de mestre: não com uma série de divertimentos, como era comum em muitos balés, incluindo A Bela Adormecida, de Tchaikovsky, mas algo mais imponente, usando a melodia de um khorovod russo (espécie de dança religiosa), publicado originalmente por seu professor Rimsky-Korsakov. Stravinsky começa com um solene solo de trompa, que vai se intensificando até o clímax de metais, sugerindo o desabrochar do reino agora livre dos domínios de Kashchey.