
- ESCOLHA DO EDITOR
- 1964 · 44 faixas · 4 h 9 min
Parsifal
WWV111
Parsifal (1882) é a última ópera de Wagner e completamente diferente das suas obras anteriores – talvez até de todas as óperas. A ação se passa numa fictícia Espanha medieval, onde vive uma fraternidade de cavaleiros do Santo Graal, a sagrada fonte de luz e vida. Mas os cavaleiros estão mal: o feiticeiro Klingsor trama contra eles e seu líder, Amfortas, tem uma ferida agonizante e incurável. Somente uma alma pura poderia trazer a cura, mas Parsifal, o jovem tolo e impulsivo, ainda não está pronto. A partir do poema épico Parzival, do alemão Wolfram von Eschenbach, Wagner conta a história com elementos do misticismo cristão e budista e da filosofia de Schopenhauer. A música é diferente de tudo o que o compositor escrevera: lírica, luminosa, expansiva, com angústia e redenção; Debussy a descreveu como “iluminada por dentro”. Wagner chamou Parsifal de “ein Bühnenweihfestspiel” (uma peça de festival que consagra o teatro) e queria que toda apresentação fosse uma ocasião especial. A obra estreou em julho 1882 na Bayreuth Festspielhaus, construída especialmente para as obras de Wagner, que morreu menos de um ano depois.