O segundo volume da trilogia dedicada à compositora francesa Rita Strohl (1865-1941) faz um extenso apanhado da sua produção de música de câmara. Numa época em que as mulheres se dedicavam mais aos filhos do que às partituras, Strohl se destaca. Grande Fantaisie-Quintette (1886) e Deuxième Trio (1888) revelam influências de Franck e Saint-Saëns, enquanto Arlequin et Colombine (1898), com harmonias sofisticadas, remete a Fauré. Strohl passa a encontrar a sua própria voz na impressionista Musiques sur l’eau (1903), para piano, baseada numa “escala de seis notas”, como ela chamava.