O norueguês Truls Mørk apresenta três grandes sonatas para violoncelo. Ele começa com a Cello Sonata de Frank Bridge, que a completou na Primeira Guerra Mundial. O violoncelista extrai cada gota de emoção do movimento de abertura que antecede o “Adagio”, mais introspectivo e inquietante. Mørk e o pianista Håvard Gimse, seu parceiro habitual, moldam com arte quase telepática a Cello Sonata de Benjamin Britten, o melhor aluno de Bridge. E a interpretação matizada do violoncelista combina com a Cello Sonata de Debussy e as reviravoltas poéticas da Pohádka, de Janáček.